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No perfume, a fixação não é sinônimo de qualidade. Existem perfumes maravilhosos que não são muito duradouros e perfumes de longa duração pouco agradáveis, às vezes é melhor uma satisfação intensa em poucas horas do que 24 horas de que algo extremamente enjoativo.

Perceber um cheiro diferente é reagir a um impulso cerebral nos alertando de uma mudança olfativa em nosso ambiente, que pode significar para nós a presença de um perigo ou de um acontecimento importante para nosso bem estar. A parte do cérebro responsável pelo olfato é o rinencéfalo (cérebro do cheiro), que é a parte mais animal do cérebro humano; ela reage instantaneamente aos impulsos lfativos sem controle de análise do pensamento e da inteligência. Um cheiro de comida rovoca uma sensação de fome, mesmo que tenhamos acabado de almoçar, rovocando uma salivação incontrolada em um primeiro momento, da mesma forma um cheiro de perigo provoca um pânico imediato, um cheiro agradável provoca prazer físico.

Mas essas reações são instintivas e de pouca duração, rapidamente o cérebro inteligente retoma o controle e por isso corta depois de um tempo a percepção do olfato. Comprovado que não existe perigo ou outra coisa, e que o cheiro que sentimos é inofensivo, em duas horas no máximo a pessoa deixa de perceber esse cheiro, que de estranho virou normal no ambiente. Da mesma forma o consumidor de um perfume acha que o mesmo desapareceu.

Somente uma outra pessoa vindo de outro ambiente pode definir quanto tempo o perfume vai persistir na pele. Essa reação explica porque algumas pessoas se perfumam várias vezes sem necessidade e acaba exagerando na quantidade, tornado o perfume insuportável, deixando assim de ser atrativo para ser repulsivo.

Devemos reconhecer que existe certa razão para isso, cada tipo de pele reage ao perfume de um modo diferente, em algumas o cheiro parece literalmente grudar, e em outras desaparecer em pouco tempo, o mesmo perfume pode persistir de 14 a 15 horas em uma pessoa e 2 ou 3 horas em outra. Explicações são muitas: acidez da pele, oleosidade, doenças, problemas de origens hormonais, etc… A química da pele é uma realidade extremamente complexa que médicos dermatologistas vão demorar em conhecer.

Fonte: Guia de Mulher

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