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Colorida, com um enorme sorriso e um chapéu cheio de frutas. Marcada pelo estereótipo que ela mesma criou, Carmen Miranda está entre os maiores nomes de artistas brasileiros. Nascida em Portugal, veio com a família ainda bebê para o Brasil, e cresceu nas terras cariocas. Foi o Rio de Janeiro sua maior influência. Nas ruas do Lapa, onde cresceu, ela descobriu o ritmo, as cores e a intensidade que marcariam a sua carreira.
Seu nome de batismo era Maria do Carmo Miranda da Cunha, mas por causa da ópera de Bizet, seria conhecida como “Carmen”, aqui e também em terras estrangeiras. Ainda jovem, aprendeu a costurar e a fazer chapéus, quando trabalhava para ajudar o sustento da família.
Buscando construir uma carreira artística, conheceu o compositor Josué de Barros, que passou a promovê-la, encantado com o seu carisma. Em 1930, com o sucesso da marcha Pra você gostar de mim, já era chamada de “a maior cantora brasileira”. A ascensão veio rapidamente. Em pouco tempo, Carmen era aplaudida e amada pelo Brasil. Baixinha, estava sempre com plataformas, e logo foi apelidada de “a pequena notável”.
Em uma de suas apresentações, chamou a atenção de um empresário norte-americano, que a persuadiu a aventurar-se nas terras do Tio Sam. A cantora, que já fazia constantes apresentações em Buenos Aires (Argentina), agora começava a fase de sua carreira que seria a responsável por transformá-la num mito.

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Nos Estados Unidos, ganhou ainda mais fama e era a mulher mais bem paga do País, à frente de Greta Garbo, ícone da indústria cinematográfica. Gravou vários filmes e participou de diversos espetáculos. Em pouco tempo, Carmen teve o seu nome gravado na Calçada da Fama, sendo até hoje a única mulher da América Latina a ter a tão cobiçada estrela. Mas, se por um lado ela levou o nome do Brasil aos palcos internacionais, foi também a responsável, talvez sem a intenção, de marcar o estereótipo brasileiro lá fora. No Brasil, foi rejeitada por muitos que a consideraram americanizada, o que a marcou profundamente.

Casou-se apenas uma vez, com o norte-americano David Sebastian. Começou a beber e a fumar frequentemente, além de abusar de drogas para dormir ou para mantê-la acordada. Gradualmente os vícios e o ritmo frenético exigido pela carreira foram consumindo sua saúde. Chegou a passar quatro meses descansando no Rio de Janeiro, mas voltou para os EUA, cheia de compromissos. No dia 4 de Agosto de 1955, teve um leve desmaio durante uma apresentação, mas ainda assim continuou o número. Ao final do programa, voltou para casa e recebeu alguns amigos, como de costume. Na madrugada do dia 5, depois de preparar-se para dormir, com apenas 46 anos Carmen é vítima do próprio corpo, que sucumbe ao cansaço e vícios num colapso mortal. Foi encontrada pela manhã em seu quarto, e a notícia da sua morte foi recebida com muita comoção.
Mesmo que Carmen Miranda não seja tão lembrada como deveria, especialmente em sua terra natal, ela sempre estará na história como um ícone, uma mulher influente, que com seu estilo de se vestir, sua música e personalidade, definitivamente marcou uma época.

Conheça também a história de outras mulheres que marcaram o século: Coco Chanel, Marilyn Monroe, Audrey HepburnOprah Winfrey, Amelia, Elis Regina e Grace Kelly.

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