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Ela não era loira por nascimento. Nem Marilyn. Norma Jeane Mortesen nasceu em Los Angeles, não conheceu seu pai biológico e teve uma mãe que sofria de graves problemas mentais, sendo internada em uma clínica psiquiátrica. Entre orfanatos e casas de parentes, casou-se aos 16 anos com James Dougherty, com quem namorava há seis meses. Dois anos depois, James alista-se na Marinha e é recrutado para o Pacífico Sul. Sozinha, Norma trabalha para o seu sustento e um dia é descoberta pelo fotógrafo Davis Conover. Sua vida jamais seria a mesma.
Em pouco tempo, ela já era capa de várias revistas e começava a fazer sucesso como modelo. Seu marido voltou para casa e não aprovou a nova carreira da esposa. Divorciou-se e pouco tempo depois assinou o seu primeiro contrato, com a Fox, em 1946. Eram tempos de mudanças: deixou de ser Norma e passou a ser Marilyn, na época um nome elegante, e Monroe, sobrenome da avó. Desaparecia Norma e também as madeixas escuras – Marilyn Monroe surgia com cabelos platinados e um sedutor batom vermelho.Primeiro vieram os pequenos papéis, que logo foram seguidos pelos filmes onde era a protagonista. Em pouco tempo, Marilyn Monroe era a mulher mais famosa e desejada de Hollywood.

Em 1954 casou-se novamente, desta vez com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio. Em plena lua de mel, Marilyn apresentou um número para soldados que serviam na Coréia. Joe começava a experimentar o que era estar casado com um símbolo sexual. Nove meses depois o casamento estava desfeito. Doze anos depois a diva se casaria novamente, agora com o dramaturgo Arthur Miller. O casamento durou cinco anos, terminando logo depois dela ter perdido um filho.

Sempre ousada e envolvida em escândalos, não tardou a envolver-se com drogas e bebidas. Entre os inúmeros amantes, estava o presidente Kennedy e também seu irmão Robert. Sem dúvidas, o episódio mais marcante foi quando cantou os parabéns para o presidente. Vestia um provocante vestido cravado de pérolas, que tinha sido costurado diretamente em seu corpo. Era o auge da sua carreira e de um dos maiores escândalos que ela protagonizou. Três meses depois, abandonada por Kennedy e afundada no álcool e drogas, foi encontrada morta em sua cama. Até hoje muitos questionam a versão oficial – o suicídio, visto que ele nunca foi, de fato, comprovado.

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No livro “Fragmentos”, lançado recentemente, é possível ler anotações íntimas de Marilyn, e descobrir a mulher que se escondia atrás da imagem explorada e divulgada pela mídia. Triste, solitária e cheia de medos, ela acreditava estar “pisando em areia movediça” ao referir-se aos romances. Sobre a sua sensibilidade e fragilidade oculta, seu ex-marido Arthur Miller afirmou: “para sobreviver, seria preciso que ela fosse mais cínica ou pelo menos mais próxima da realidade. Em vez disso, era uma poeta na esquina, tentando recitar seus versos a uma multidão que lhe arrancava as roupas”.
Marilyn Monroe é, sem dúvida, o maior símbolo da sensualidade de Hollywood. Influenciou uma legião de artistas que a seguiram, e até hoje é um ícone no mundo do entretenimento.  Inspirou diversas obras – uma delas é o recém-lançado “Sete dias com Marilyn”:

Algumas frases da diva:

“A carreira é ótima, mas você não dorme abraçado a ela numa noite fria.”
“Nunca me acostumei com a ideia de ser feliz.”
“Falta ambição às mulheres que buscam ser como os homens.”
“Por baixo da maquiagem e atrás do sorriso eu sou apenas uma garota que tem desejo pelo mundo.”

Conheça também a história de outras mulheres que marcaram o século: Coco ChanelAudrey Hepburn, Carmen Miranda, Oprah Winfrey, Amelia, Elis Regina e Grace Kelly.

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