Ainda pequena, Grace Kelly decidira seguir a carreira de atriz. Cresceu e foi atrás do seu sonho. Em Nova York, estudou na mesma escola de atores que Katharine Hepburn já tinha estudado. Logo estrelava nos palcos da Broadway, que se tornaram pequenos para o seu sucesso.
Foi para a Califórnia em busca do sucesso no mundo cinematográfico. Com 22 anos, teve seu primeiro papel, numa pequena participação no filme Fourteen Hours (1951). Logo estrelava outros filmes, como Matar ou Morrer e Mogambo e começou a tornar-se muito popular. Ganhou um Oscar pela atuação em Disque M para Matar, longa dirigido pelo lendário Alfred Hitchcock, que “apaixonou-se” pela atriz. Grace participou de outros filmes do diretor, e firmou o seu lugar no hall da fama hollywoodiana.

Dizem que teve vários casos, mas nenhum confirmado por ela ou por seus affairs. Entre eles, galãs do cinema, como Clark Gable e Marlon Brando. Grace sempre cuidou muito bem da sua imagem nunca deixando transparecer nada de sua vida pessoal – apenas a impressão de que era uma boa moça. Tornou-se o ícone da moda e sinônimo de elegância. Autor do livro “Grace”, Robert Lacey acredita que “a face pública de Grace foi sua criação suprema”.
Quando estava na Europa filmando Ladrão de Casaca, longa que seria um dos maiores clássicos da sua carreira, ela chamou a atenção do príncipe de Mônaco, Rainier III. Logo foram apresentados e o romance não tardou a começar. Gracie buscava um “bom partido” que fosse aprovado pela família, e o príncipe precisava casar-se e conseguir um herdeiro – caso contrário o principado seria reintegrado à França. Além de pagar US$2 mi como dote à família do noivo, afirma-se que Gracie também fez exames que comprovassem sua fertilidade.
A união foi denominada como o “casamento do século”, e a história era contada como o conto de fadas moderno, da atriz que agora era uma princesa. Mas o que aparentemente era feliz escondia crises de ciúmes e traições. O príncipe chegou a banir todos os filmes da esposa do Principado de Mônaco, e ela deixou pra sempre os holofotes de Hollywood. Abraçou a nova vida, ao menos aparentemente. Tiveram três filhos: duas meninas e um menino. Sempre teve saudades da sua terra natal, e da sua antiga vida. Quase chegou a gravar um novo filme, mas diante de protestos em Mônaco, não foi adiante.

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Aos 52 anos, sofreu um acidente fatal de carro, em Monte Carlo. Por uma ironia do destino, a mesma onde filmara décadas antes Ladrão de Casaca. Sua morte, envolta de mistério, até hoje não foi totalmente esclarecida. A versão oficial é que Grace sofreu um derrame ao volante, provocando o acidente. Mas também afirma-se que a filha, menor de idade, estava dirigindo, ou que era realmente Grace, mas que ela estava alcoolizada. Um trágico fim para uma vida deslumbrante. Até hoje é considerada uma das mais belas não apenas do cinema, mas também da realeza mundial.

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