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Se na música brasileira Amélia é aquela mulher “que não tinha a menor vaidade”, na história da aviação mundial, Amelia é o nome de uma das maiores mulheres que já pilotaram um avião. Lembra uma história cheia de coragem, determinação, ousadia e, acima de tudo, um fascinante mistério.

Amelia Earhart nasceu nos Estados Unidos em julho de 1897, filha de uma mãe que vinha de uma família tradicional e de um pai que não era aprovado pelo sogro. Ela e sua irmã foram criadas de uma maneira atípica não apenas para aquela época – hoje também a sua mãe provavelmente também seria reprovada pela sociedade. Educada longe das escolas até os 12 anos, Amelia vestia roupas incomuns para as meninas da época (saia até as canelas por cima de “Bloomers”) e andava perambulando pela vizinhança em busca de “aventuras”, junto com sua irmã Muriel.

Quando viu um avião pela primeira vez, não teve a melhor das impressões. Achou que era apenas uma lata velha e não se interessou por ele, apesar do incentivo do pai para que ela e a irmã voassem nele. Ela cresceu em busca de algo que ainda não sabia de fato – mas tinha consciência de que seria grande e revolucionário. Durante a I Guerra Mundial, Amelia fez os estudos necessários para ser enfermeira e serviu como voluntária, cuidado dos feridos da guerra. Mais tarde ela chegou afirmar que quando viu os soldados paralíticos e cegos, todo o resultado do conflito, foi “a primeira vez que eu percebi o que realmente significava uma guerra”.

Algum tempo depois, Amelia foi com uma amiga assistir a um show de acrobacias aéreas. Um dos pilotos veio com o avião na direção das duas moças, e ela conta que certamente ele tinha a intenção de assustá-las. Mas em Amelia o efeito foi contrário – o pequeno avião vermelho despertou nela algo que ela ainda nem imaginava que estava por vir: a paixão por voar. No final de 1920 ela voou pela primeira vez, com o piloto Frank Hawks e,mal o avião havia saído do chão ela já tinha certeza de que era isso que ela iria fazer o restante da sua vida.

Nem mesmo as dificuldades financeiras a impediram de prosseguir. Trabalhou duro e conseguiu o dinheiro suficiente para as aulas de voo.

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Amelia tornou-se a primeira mulher a sobrevoar o Atlântico, feito que realizou novamente, desta vez pilotando, sozinha e sem escalas. Em 1922, bateu o recorde feminino mundial de altitude, sobrevoando a 14 mil pés. Amelia crescia, conquistava o país e o mundo, como uma mulher que mostrava a todos a força feminina, em um tempo de ideias ainda mais machistas e conservadoras. Casou-se com George Putnam, mas nunca mudou o seu sobrenome. Tinha um casamento atípico – conta-se que não exigia nem prometia fidelidade ao marido.

Com o passar do tempo, suas conquistas eram cada vez maiores. Então decidiu que daria a volta ao redor da Terra, o mais próximo possível da linha equatorial. “Eu sinto que tenho apenas mais um vôo que valerá a pena, e eu acredito que seja esta viagem”, afirmou. Foi elaborado um plano, que acabou não dando certo na primeira tentativa. Logo em seguida ela resolveu tentar mais uma vez, e saiu da cidade de Miami, acompanhada de Fred Noonam, no dia 1º de Junho de 1937. No dia 29 de Junho, já no continente africano, tinham pouco mais de 7.000 millhas à frente, já tendo percorrido outras 22mil. Eles deveriam pousar em uma ilhota para reabastecer o avião, mas a chegada nunca aconteceu. Não se sabe se houve falha no sistema, se Nooman cometeu algum erro de cálculo no mapa, se Amelia não conseguiu localizar o seu destino. Mas o fato é que em 1937 Amélia, Freed Noonam e o avião desapareceram para sempre. Inúmeras buscas foram feitas, mas nenhuma obteve sucesso. Após dias de esforço do governo, que enviou navios e aviões para tentar encontrar a piloto, as buscas foram encerradas. Putnam, seu esposo, contratou uma equipe particular para continuar a procura, mas nada foi encontrado. Quase dois anos depois foi oficialmente declarada morta.

Até hoje não se sabe o que aconteceu a Amelia. Existem inúmeras teorias, que vão desde a falta de combustível e consequente queda no oceano, até o retorno sigiloso de Amélia, que teria continuado a viver com outra identidade nos EUA. Apesar de todas as incertezas, pode-se afirmar que ela certamente foi uma mulher de coragem e bravura, um exemplo de determinação.

Assista ao trailer do filme baseado na história de Amelia Earhart.

Conheça também a história de outras mulheres que marcaram o século: Coco Chanel, Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Carmen Miranda, Oprah WinfreyElis Regina e Grace Kelly.

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