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Como vocês acompanharam, neste mês de Março contamos a história de grandes mulheres que marcaram a história. O mês está no fim, e deixamos por último a história da mulher que é, até hoje, o ícone da moda: Mademoiselle Chanel.

Gabrielle Bonheur Chanel nasceu no interior da França, filha de pais pobres e tinha 4 irmãos (2 meninas e 2 meninos). Logo cedo, perdeu a sua mãe e foi abandonada pelo pai, juntamente com as duas irmãs, em um orfanato. Lá viveu alguns anos, mas fugiu e foi com uma amiga para Paris. Na capital francesa, Chanel tentou alcançar sucesso com a vida artística, mas não conseguiu. Cantava em bares, e uma das músicas era “Quem viu Coco no Trocadéro?” (“Qui qu’a vu Coco dans l’Trocadéro?”), que falava sobre o cachorrinho “Coco” que tinha se perdido. Por causa da música, passou a ser conhecida como Coco, e aos poucos deixou de lado Gabrielle, seu nome de batismo.

Logo estava envolvida com um rico militar e aos poucos era introduzida nos altos círculos parisienses. O romance veio ao fim quando Coco conheceu o homem que foi o grande amor da sua vida, Arthur Capel. Milionário inglês, apoiava sua amante em suas ideias revolucionárias. Nunca se casaram – ele casou-se com uma mulher da alta sociedade, mas continuou o romance com Coco.

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Com o capital do amante, abriu uma loja de chapéus em Paris e conquistou uma refinada clientela. Chanel já tinha trabalhado com costura, e com seu talento começou a desenhar modelos ousados e visionários. Suas roupas libertaram as mulheres do peso de corpetes e da infinidade de apetrechos que se usava na época. Calças, saias à altura dos joelhos e cortes que valorizavam o conforto faziam parte de suas coleções que tinham ido além do guarda-roupa feminino e eram mais livres do que nunca. Ela não aprovava a extravagância e acreditava no poder do estilo, que permanece após a moda se tornar ultrapassada. Apaixonada por pérolas, transformou o uso delas num símbolo de elegância. Coberta de razão, afirmou: “Eu criei um estilo para um mundo inteiro”.

Mas sua vida não foi apenas o glamour das passarelas. A morte do amante Arthur Capel, em um acidente automobilístico, foi um grande choque para a estilista. Dizem que o episódio foi a inspiração para o desenho do que seria mais um dos seus ícones – o “pretinho básico”. Ela também criou o tailleur e trouxe o conceito navy, estilo inspirado nas roupas dos marinheiros. Caso você nunca tenha prestado atenção, sim, o corte de cabelo “Chanel” foi inspirado nela, a mulher feminista que abriu mão das madeixas e sempre estava com os cabelos bem curtos. Mas o maior responsável pelo enriquecimento dela foi o icônico “Chanel nº5”, primeiro perfume a levar o nome de um estilista. Marilyn Monroe, musa do século 20, chegou a afirmar que para dormir usava apenas duas gotas do perfume.

Coco Chanel teve vários casos, um deles com o duque de Westminster um dos homens mais ricos da Inglaterra, que chegou a pedir a sua mão em casamento. Chanel, no alto do seu orgulho próprio, respondeu que “houve muitas duquesas de Westminster. Mas Coco Chanel só há uma”, negando o pedido, mas continuando com o romance. Chanel também se envolveu com o espião e oficial nazista Hans Gunther von Dincklage. A relação durou praticamente uma década e foi repleta de mistérios – muita gente afirma que Chanel era colaboradora do nazismo. Nada foi provado, mas é fato que ela, ao final da II Guerra, mudou-se para a Suíça, país neutro. Quando voltou para Paris, já não tinha tanta força como antes, mas ainda assim estabeleceu-se com sucesso na Cidade da Luz. Faleceu no seu quarto do Hotel Ritz, onde morava, em 1971.

Uma das obras inspiradas em sua vida é o filme “Coco antes de Chanel”, estrelado pela atriz francesa Audrey Tautou.

 

Conheça também a história de outras mulheres que marcaram o século: Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Carmen Miranda, Lady Di, Oprah Winfrey, Amelia, Elis Regina e Grace Kelly.

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