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Os brasileiros estão sofrendo na pele (nas vias respiratórias, nos olhos…) os efeitos da baixa umidade do ar. Pudera, na terça-feira (21.08), São Paulo bateu recorde de 10% de umidade relativa no ar, níveis que se repetem principalmente no Sul e Sudeste do país. Para efeitos de comparação, o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é uma média de 60%.

O pior? Não há previsão de chuva nessas regiões até segunda-feira (27.08), portanto a saída é a prevenção. A Defesa Civil recomenda evitar atividades ao ar livre entre 10h e 16h, ainda mais nas grandes cidades, que concentram trânsito – e, de quebra, poluição que não se dissipa com o ar pesado.

Segundo o médico especializado em otorrinolaringologia Fabrizio Ricci Romano, não há recurso melhor do que beber água o tempo todo. “Prefira tomá-la pura ou misturada a ervas, como cidreira ou camomila. Fuja dos chás que contenham cafeína”, diz ele, que alerta ainda para ficar longe de refrigerantes e alimentos com muito sal, já que o consumo de sódio estimula o inchaço do corpo.

Tomar sucos naturais também é boa alternativa para driblar o clima seco. “A melanina defende a pele da falta de umidade e das radiações”, explica a esteticista Roseli Siqueira, que recomenda a ingestão de sucos com betacaroteno: “laranja, cenoura ou beterraba são opções para aumentar a resistência”.

Especialista em máscaras faciais, ela indica opções caseiras para restaurar a película de gordura que se vai com a falta de umidade. “Cubra o rosto com algodão umedecido em água mineral ou chá verde frio. Para casos mais avançados em que sentimos fissuras no rosto, friccione uma gotinha de óleo mineral (valem os de gergelim, macadâmia, germe de trigo…) na palpa da mão e toque todo o rosto para, depois, aplicar a compressa”. Para os lábios, “misture mel com um pouco de açúcar mascavo e passe nos lábios, pressionando um no outro para retirar eventuais pelinhas decorrentes do ressecamento. Posteriormente, lave e passe vaselina líquida para hidratar”.

Gelatina em folha também é solução. “Corte em tirinhas e aplique no rosto com um pouco de água morna”, diz a esteticista. Água termal? Não conte com ela: apesar de refrescante, ela não é absorvida pela pele e acaba não fazendo efeito.

Além da pele, doutor Romano também alerta para que ninguém se esqueça de cuidar nariz. “O ideal é pingargotinhas de soro fisiológico pelo menos três vezes ao dia. Mas não há limite, o soro é totalmente seguro e quanto mais, melhor”, conta.

Mais: quem for adepto de exercícios físicos deve evitar práticas ao ar livre durante a tarde, período em que a umidade fica ainda mais baixa. “Acaba fazendo mais mal do que bem, principalmente se for atividade aeróbica, como corrida. Fora que ainda há o agravante da poluição, o que duplica o problema”, diz o otorrinolaringologista.

No lugar, procure se exercitar no período da manhã ou da noite, principalmente em parques com muita área verde ou em lugares fechados. “Para estimular a circulação do sangue e garantir vitalidade é importante a prática de exercícios ou mesmo massagens que garantem a oxigenação interna”, completa Roseli.

Fora os cuidados pessoais, vale também cuidar do ar em ambientes fechado, principalmente os que contam com ar condicionado, que ajuda a ressecar mais o ambiente. Um umidificador de ambiente ajuda a manter a umidade, diz o doutor Romano, que também garante: a velha técnica da bacia com água também funciona.

Fonte: Chic de Gloria Kalil.

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